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Mais de 4 mil requerimentos de seguro-defeso foram negados por irregularidades, diz INSS
Fonte: Laís Motta / portal@d24am.comPrincipal irregularidade foi a suspensão da 'carteirinha' de pescador; desde novembro, foram entregues 60 mil requerimentos para ter acesso ao seguro-defeso,
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Foto: Eraldo Lopes Pescador
deve, todo ano, atualizar seu cadastro junto ao Mapa ou às entidades
representativas do setor.
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Cerca de 4,2 mil requerimentos feitos, no Amazonas, para ter acesso
ao seguro-defeso foram negados pelo Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) por irregularidades, sendo a principal, a suspensão da
‘carteirinha’ de pescador. A informação é do coordenador do
seguro-defeso do INSS na Região Norte e Centro-Oeste, Jair Guerra.
Nesta
terça-feira (20), o INSS realizou o I Seminário sobre Seguro Defeso, em
Manaus, para apresentar as regras e esclarecer possíveis dúvidas
referentes ao reconhecimento do direito do pescador artesanal em relação
ao Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal. Segundo a assessoria de
imprensa do INSS, ao menos 1,2 mil pessoas estiveram no seminário
durante a manhã desta terça.
Desde novembro, foram entregues 60
mil requerimentos para ter acesso ao seguro-defeso, no Amazonas, segundo
Jair Guerra. Desses 60 mil protocolados, 53 mil já foram processados.
Dos benefícios processados, 70% ou 37,1 mil foram autorizados pelo INSS e
tinham expectativa de começarem a ser pagos nesta terça.
Irregularidades
Segundo
Jair Guerra, 8% dos requerimentos processados foram indeferidos. “A
grande parte dos indeferimentos foram carteirinhas suspensas pelo Mapa.
São pescadores que tinham que fazer o credenciamento de suas RGPs. Elas
estavam ativas, mas não tinham sido recadastradas, anualmente, como tem
que ser”, explicou o coordenador do INSS. Em 2015, o Ministério da
Agricultura e Pecuária (Mapa) fez uma análise nas ‘carteirinhas dos
pescadores’, o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), e suspendeu
17 mil, informou Guerra.
O pescador deve, todo ano, atualizar seu
cadastro junto ao Mapa ou às entidades representativas do setor. O prazo
máximo para atualizar os dados é de 30 dias após a data de aniversário
do pescador.
No caso dos benefícios que não foram aceitos por RGP
desatualizada, é preciso fazer o recadastramento no Mapa ou em entidades
pesqueiras em até 30 dias após a notificação de que o pedido foi
negado. Esse pedido é enviado novamente ao INSS, na forma de recurso.
Outros
casos negados foram de cidadãos que tiveram vínculo empregatício no
período em que também exerciam a atividade da pesca. “Mesmo que seja uma
única contribuição no sistema, isso impede o recebimento (do seguro).
Assinou a carteira, trabalhou um mês, já teve interrupção no período de
pesca”, explicou o coordenador do INSS.
Outros 22% dos
requerimentos processados estão em fase de exigência. São casos em que o
pescador recebeu notificações para regularização de alguma documentação
que ficou pendente.
Processamentos novos somente em 2017
Por
conta da questão orçamentária, os 7 mil requerimentos que ainda não
foram processados e os demais que forem entregues serão analisados
somente na segunda quinzena de janeiro de 2017.
“Chega final de
ano, o Governo Federal faz o recolhimento do orçamento e repõe novamente
a partir de janeiro. Então a continuidade no processamento ela se dará a
partir de meados do mês de janeiro em diante. Antes desse período não
tem ainda orçamento pra poder movimentar pessoas”, disse Jair Guerra. O
coordenador se refere aos servidores do INSS de outros Estados, que
devem ser deslocados temporariamente para Manaus para fazerem os
processamentos de solicitações do seguro. Entre 21 de novembro e 10 de
dezembro, 50 servidores de outros Estados estiveram em Manaus e
processaram 53 mil requerimentos.
Guerra lembra que, apesar dos
processamentos estarem suspensos temporariamente, os pescadores podem
enviar os pedidos para ter acesso ao benefício. O seguro pode ser
solicitado, gratuitamente, na própria entidade representativa da
categoria como associações, colônias e sindicatos. O pescador artesanal
filiado faz o requerimento e apresenta a documentação necessária na
entidade que enviará os requerimentos ao INSS para habilitação do
benefício.
Para ter direito ao benefício neste ano, o cidadão deve
ter exercido a atividade pesqueira de forma ininterrupta, com, no
mínimo, um ano de registro do pescador artesanal.
A estimativa é
que 90 mil pescadores estejam aptos a receber o seguro-defeso no
Amazonas, que é o quarto Estado com o maior número de pescadores no
Brasil.
